Eugênio José da Silveira: Amo o que faço e faço o que amo

Quem vê a traseira da picape cheia de ferramentas cuidadosamente organizadas em caixas e mostruários pode até pensar que Eugênio José da Silveira é um vendedor ou representante comercial, mas o engenheiro agrônomo de 27 anos de Carmópolis de Minas na verdade é um instrutor do SENAR MINAS apaixonado por sua profissão. “Amo o que faço e faço o que amo”, diz sempre. Orgulhoso, o jovem também frisa que é produtor rural. “Sou filho de produtor e minha família apoia meu trabalho, pois estou sempre com pessoas humildes e de grande responsabilidade. Estarei sempre em boas companhias”, conta.

Eugênio gosta tanto do que faz, que diz que seu hobby é exatamente o que ensina nos cursos do SENAR: mecanização agrícola. “Meu foco são tratores e seus implementos, tanto na parte da manutenção quanto a operação, além da área de produção vegetal. Quando não estou em treinamento pelo SENAR estou na nossa propriedade. Quando tenho oportunidade, vou para a fazenda fazer as manutenções no trator e nos implementos para começar a safra deste ano.”

O SENAR entrou cedo na vida do Eugênio: com 18 anos, ele participou do curso de Manutenção e Operação do TAP (Trator Agrícola de Pneu) com um Implemento em sua cidade natal; logo depois, cursou Engenharia Agronômica no campus da UFMG em Montes Claros, onde se tornou monitor das disciplinas de mecanização agrícola e culturas – veio daí o gosto por ensinar. “Quando me formei pensei em dar aulas, não como um acadêmico, mas sim ensinando produtores e trabalhadores rurais, pois eu sabia que eu não iria apenas repassar conhecimento e sim aprender mais ainda, e a metodologia do SENAR permite essa troca de saberes, onde eu e os participantes nos sentimos valorizados pelos conhecimentos compartilhados”.

E já se vão quatro anos dessa troca. Desde 2014, Eugênio atua pelo SENAR MINAS no Projeto ABC Cerrado e nos cursos de Manutenção do TAP e Operação com um Implemento e Manutenção e Operação de Retroescavadeira, e a “sala de aula móvel” que ele carrega em seu carro é uma aliada na troca de conhecimentos que tanto valoriza. “Levo alguns recursos instrucionais que facilitam meu trabalho, pois garantem qualidade e também proporcionam muita organização. Também levo algumas peças internas do TAP, que estimulam os alunos a pensar mais sobre os temas abordados e a compreender com mais facilidade a importância da manutenção, regulagem de implementos e operação da máquina”, detalha.

A gratidão e simplicidade dos participantes encantam Eugênio: “ao final dos treinamentos já vi muito ‘marmanjo’ chorar devido à convivência, conteúdo e didática que a metodologia do SENAR me permite ter com os participantes”. O jovem instrutor não tem dúvidas quando perguntado sobre seus planos para o futuro: quer continuar ensinando. “Com fé em Deus, quero continuar sendo instrutor e cada vez mais trocar informações com os participantes, pois todos ganhamos; e aplicar esses conhecimentos nos meus treinamentos e na minha vida também”.